A história da Psystar - Clonar um mac!
Junte-se o desejo de ter um mac, e um conhecimento avançado de hardware, e rapidamente se começam a fazer contas que facilmente levam à conlcusão que comprar um mac… é caro.
É caro porque é uma arquitectura fechada, é caro porque não é expansível, é caro porque desde que se mudou para Intel, os componentes internos são os mesmos que qualquer caixa beije do mercado.
E foi isso que a Psystar pensou… Vamos fazer uma caixa beije, com um interior muito aproximado ao do mac mini, chamamos-lhe OpenMac, e vendemos com o Leopard em caixa
…
Este é o sonho comum de qualquer pessoa que quer experimentar algo de novo… do switcher em potencial. Comprar uma versão básica, que permite ter um primeiro contacto e que posteriormente, dê para reutilizar… ou vender… e de preferência comprar a um preço baixinho.
Obteremos assim o mesmo nível de utilidade esperada, com o menor custo de oportunidade possível.
A Psystar tornou isto “possível” comercialmente… Equipou um computador beije com o interior muito semelhante ao mac mini, instalou uma versão gratuita e Open Source do EFI (o conjunto de comandos de software que permite ao software ligar todos os sistemas electricos e assumir o comando das funções de hardware - A nova versão da BIOS que conhecemos nos computadores normais)
Juntando a isto uma licença de MacOSX, decididamente hackada com base no projecto osx86, e obtemos de uma forma fácil, uma máquina que suporta todas as funções do macosx Leopard. Todas não, já que não dá para actualizar, e o controlo de qualidade não existe. De qualquer das formas cumpre-se o requisito da utilidade esperada ao menor custo.
O que eu penso do processo? é continuar a ler!
Mesmo que a Apple vença a mais que certa batalha jurídica, batalha essa que já foi “aceite” pela firma com base na revogação da EULA como inadmissível… A PSYStar já ganhou.
1) 30.000 hits por segundo tiraram a empresa da obscuridade… (e o servidor do ar)
2) Foi falada em TODOS os blogs e publicações de tecnologia… gratuitamente e sempre equiparada ao David… e não ao golias… ou seja… inadvertidamente… e seja qual for o resultado da acção...a Apple ficou em maus lençois de RP…
3) Nada será igual… a lista de hardware desta caixa psystar será o considerada o standard… rapidamente qualquer release de MacOSX será “portada” para hardware equivalente… por isso… a Apple terá que investir na criação de algum tipo de segurança extra...transformando-se numa nova Microsoft…
4) O computador é realmente mais barato que o Mac MINI… com hardware melhor, e com uma “garantia” de uma firma de correr o Leopard.
Mais… a expansibilidade está assegurada. Tratando-se de uma caixa ATX normal, toda a expansibilidade está assegurada. Mesmo que a ideia de usar o macosx se desvaneça, trata-se de um computador vulgar de lineu.... que pode ser usado com linux, windows, wahtever, sem ser necessário o bootcamp.
Mais… Como se não bastasse a PSYSTAR usa como termo de comparação a aquisição de 5 computadores Mac MINI…
...conseguindo ainda poupar mais já que a utilização de uma licença familiar para 5 computadores garante ainda um desconto maior… (comprando 5 mac minis estamos a comprar implicitamente 5 licenças individuais que são mais caras)
Ainda assim, todos os macusers são “obtusos” o suficiente para saber que um computador mac não é só o sistema operativo e os componentes interiores. É toda a experiência de utilização… é as actualizações, é o software, é os pequenos pormenores como o magsafe, o teclado retroiluminado ou o indicador externo de bateria (debaixo do portátil). É a comunidade, é a entreajuda, é o apertozinho no estomago quando se recebe a caixa e se começa a desempacotar, é o processo de registo de hardware é… sei lá… é tudo isto que faz um mac o que ele é… um Mac.
Conclusão
Em tempos o meu cunhado convidou-me a ir à China para servir de “consultor tecnológico” e para investir numa marca de computadores nova para Portugal. Nessa altura, ele queria algo bastante barato, que mesmo que tivesse falhas de hardware, desse margem para se trocar na hora as máquinas aproveitando as peças para reparações…
Na altura disse-lhe que o mercado do hardware já tem as margens esmagadas, que apenas grandes quantidades é que sobrevivem, e em Portugal, grandes quantidades só mesmo nas iniciativas das e-escolas e das TMN/Optimus/Vodafone, mas que em troca que exigem grandes níveis de apoio técnico…
Mas se havia um nicho que poderíamos explorar seria este mesmo… Máquinas com os interiores identicos a um dos macs (um mini e um macbook) e vender com instruções (ou fazer) as instalações do Leopardo… ou seja garantia que funciona quase tudo na perfeição.
Na altura ele não achou piada à ideia pois achou o nicho pequeno demais…
Talvez agora a PSYStar fosse portuguesa… ou quem sabe… eu já estaria preso!
Sobre esta entrada
Este texto entitula-se "A história da Psystar - Clonar um mac!" e está inserido no tema "iSwitch"
- Publicado por:
- Joao Carvalhinho
- em:
- 15/04/08 - 10:05 AM
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Excelente artigo sobre a situação da Psystar. Ando um pouco a “leste” dos acontecimentos por extrema ocupação familiar e profissional, mas o teu artigo (ou o título… que se destacou nos meus feeds RSS) é pertinente e muito bem articulado. Gostava de ter sido eu a escrever esse mesmo texto. Parabéns!
E claro, ainda bem que a ideia não foi avante senão estarias a escrever da cadeia para que a restante “obtusa” malta macuser continuasse a ler o iSwitch.
Curioso ficaria o nome do iSwitch pois significaria mudança de local… para fixo com barras.
Eh, eh, eh! Não me leves a sério, João!