Pequenos pormenores na música…ou… uma nova era…

Todos sabemos que DRM (Digital Rights MAnagement) não presta. Quando toca à música então …  é mesmo ridículamente entediante ter que piratear as nossas proprias músicas para ouvir nos nossos equipamentos.

Esta imposição draconiana das editoras de música veio tentar impedir que as pessoas menos tech savvy (já que as outras rapidamente quebram estas protecções) conseguissem duplicar as suas músicas vezes sem fim, para copiar para amigos e conhecidos etc. Mas…

Esqueceram-se foi dos cliente pagantes… quando se tratam de pessoas normais que têm um ipod, um gira discos, um leitor de cds, ou mesmo um tocafitas (Cassetes)? O facto de terem comprado um cd de música não lhes dará o direito de o ouvirem em qualquer meio que esteja disponível? ( o chamado fair usage)

As editoras discográficas discordam desta possibilidade… se se comprou o cd é porque é o meio preferido, como tal apenas deverá ser ouvido num leitor de cds… etc.

Ora esta “visão de jogo” veio contribuir grandemente para duas coisas…

– Primeiro uma adopção difícil da compra online de música. Até ao aparecimento da ITunes (Music) Store *ninguém* comprava música online. (nheste caso o novo impulso veio na forma da compra de faixas individuais, e numa obrigatoriedade de uso do software com o ipod, software esse muito bem desenhado do ponto de vista da facilidade de utilização.

– Segunda o crescimento explosivo de programas de p2p e pirataria digital.

A partir do momento que as músicas assumiram o formato digital, e como eu costumo dizer, está em zeros e uns está na net, passaram a estar disponíveis no maior meio de distribuição mundial. A Internet. O consumidor, a partir do seu sofá de uma forma mais ou menos arcaica podia aceder a vastos catálogos de músicas online, partilhadas, ilegalmente gratuitas, mas com um factor engraçado face às ofertas ditas “legais”. Que era a facilidade de uso de cópia pessoal para qualquer meio, para usar em qualquer sítio… no fundo a definição intrínseca dos direitos sobre música comprada.

O atraso das editoras em compreender/aceitar este facto contribuíu enormemente para a divulgação de meios cada vez mais rápidos e melhores de difusão de conteúdos, e hoje, já não há volta a dar. Não sejamos tontinhos de pensar que se tivessem libertado os seus ficheiros destas algemas digitais, que não haveria pirataria. O problema é que ao criar estas versões algemadas, quando não era possível impedir a existencia de versões livres, o seu consumidor habitual exerceu o seu direito de escolha, ao ponto de que sacar/baixar músicas da net deixou de ser interpretado pela juventude de hoje (compradores de amanhã) como algo ilegal e mau… é a vida…está lá… ao alcance de todos…

Finalmente no dia 10 de Janeiro a Amazon conseguiu assegurar a venda dos exitos de música da quarta major, a SONY BMG sem qualquer algema ou DRM, pondo assim o fim a esta era do DRM na música.

Resta saber quanto tempo demorará a acontecer o mesmo à Itunes Store, que neste momento perdeu toda a atractividade face a este mega concorrente, que pelo mesmo preço vende as músicas legalmente “desbloqueadas” com o máximo de qualidade disponível, em vez de se ter necessidade de gravar para um cd normal e ripar de novo para o Itunes, com as supostas perdas de qualidade.

Depois do Steve ter escrito aquela carta (quiçá será este o seu efeito final) em que defendia o fim do DRM… vamos ver quanto tempo e que mudanças irá ele prepertrar no seu meio de distribuição… é que a Amazon faz parte da lista de lojas do referencial do americano médio… (Assim tipo o nosso Continente)… não é assim um vendedor de esquina, e neste momento…usando o mesmo meio de dsitribuição, tem um produto melhor… com o mesmo preço!…

…e legalmente utilizável em qualquer leitor de MP3, cd ou tocafitas.

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